Psicologia
é definida como uma disciplina acadêmica que
envolve
o
estudo científico dos
processos mentais e de comportamento,
bem
como a aplicação desse conhecimento para as várias
esferas
da
atividade humana.
Psicologia
é humanista por natureza.
Humanismo
afirma o valor e a dignidade de todos os
povos
com
base na capacidade de determinar
certo e errado
através das qualidades humanas
universais,
especialmente a racionalidade.
Humanismo rejeita a fé que não se baseia na
razão,
assim como o supernatural e a Bíblia.
Portanto, a psicologia é a maneira do homem de tentar
compreender
e reparar o seu lado espiritual,
sem qualquer referência ou reconhecimento do
espiritual.
A Bíblia declara que a humanidade teve um início
diferente
do que qualquer outra coisa
criada.
O homem foi feito à imagem de Deus e Deus soprou no
homem
(e só no homem) o fôlego da
vida,
transformando o homem em uma alma viva (Gênesis 1:26;
2:7).
Na sua essência, a Bíblia trata da espiritualidade do
homem,
da sua queda em pecado no Jardim do
Éden
às consequências que se seguiram, particularmente no que diz
respeito
à relação do homem com Deus.
É o resultado da queda – o pecado- que nos separa de
Deus e
que exige um Redentor para restaurar essa
relação.
Psicologia secular, por outro lado, baseia-se na
idéia
de que o homem é basicamente bom
e a resposta para seus problemas reside dentro de
si.
Com a ajuda do psicoterapeuta, e muitas vezes do conselheiro
Cristão,
o paciente se aprofunda no labirinto da sua própria mente e
emoções
e "lida com todos eles"
a fim de sair do outro lado de uma forma mais
saudável
por ter descoberto a causa das suas
dificuldades.
A Bíblia, no entanto, pinta um quadro muito diferente da
condição do homem.
Ele está "mortos nos vossos delitos e pecados" (Efésios
2:1)
e " enganoso é o coração, mais
do que todas as coisas,
e perverso; quem o poderá conhecer?" (Jeremias
17:9).
Ele é a vítima do que é chamado de "depravação
total".
Para mergulhar em uma mente que está à procura da saúde
mental
é um exercício de futilidade,muito
semelhante a tentar encontrar uma rosa
crescendo no fundo de uma fossa.
O homem foi criado inocente, mas ele pecou contra
Deus.
Esse pecado mudou o primeiro homem,
Adão,
e todos os que vieram depois
dele.
O resultado foi morte física e
espiritual
(Gênesis 2:17, 5: 5; Romanos 5:12, Efésios
2:1).
A resposta para os problemas espirituais do
homem
é nascer de novo, quer
dizer, estar
espiritualmente vivo
(João 3:3, 6-7; 1 Pedro 1:23).
O homem nasce de novo ao confiar em Jesus
Cristo.
Confiar em Jesus significa compreender que Ele é único Filho
de Deus
e o Deus Filho (João 3:16, João
1:1-3).
Significa entender e acreditar que Jesus pagou pelos nossos
pecados
quando morreu na cruz, e
que Deus demonstrou ter aceitado
Cristo
como um sacrifício por nós ao ressuscitar Jesus dentre os
mortos
(Romanos 4:24-25).
Conselheiros bíblicos, ao contrário de
psicoterapeutas
e muitos "conselheiros Cristãos", enxergam a
Bíblia
– e só a Bíblia - como a fonte de uma abordagem
abrangente e detalhada
para compreender e aconselhar pessoas (2 Timóteo 3:15-17; 2
Pedro 1:4).
Aconselhamento Bíblico tem como objetivo deixar com que Deus
fale por Si mesmo
através da Sua Palavra, assim
como aprender a manejar a Palavra da Verdade
corretamente
(2 Timóteo 2:15).
Aconselhamento Bíblico segue a Bíblia e procura
ministrar
o amor do Deus verdadeiro e vivo,
amor este que lida com o pecado e produz obediência (1
João).
Psicoterapia e muito do aconselhamento
Cristão
são baseados em necessidades.
As necessidades de auto-estima, de amor, de
aceitação
e de importância tendem a
dominar.
Acredita-se que se essas necessidades forem
satisfeitas,
as pessoas serão felizes, gentis
e morais; se não forem satisfeitas,
as pessoas vão ser miseráveis, odiosas e
imorais.
A Escritura ensina que é Deus, e não
nós,
quem muda os nossos desejos e
que a verdadeira felicidade
só pode ser encontrada através do desejo por
Deus
e de viver uma vida que O
agrada.
Se as pessoas almejam a auto-estima, amor e
significado,
elas vão ser felizes se recebem o que querem e miseráveis se
não,
mas uma coisa é certa: elas
continuarão sendo focalizadas
em si mesmas em ambos os casos.
Por outro lado, se as pessoas desejam a Deus, o Seu
reino,
Sua sabedoria e a glória da ressurreição,
elas serão realmente satisfeitas
alegres, obedientes e bons servos de
Deus.
Embora psicoterapeutas seculares tentem ajudar o
paciente
a encontrar dentro de si mesmo o
poder para
satisfazer suas próprias
necessidades, para a maioria dos psicólogos
cristãos,
Jesus Cristo é quem tem o poder para cuidar das necessidades e das
feridas do psiquismo.
O paciente é apenas convidado a perceber o quanto ele é amado
por Deus,
e a cruz demonstra apenas como ele é precioso para
Deus,
a fim de aumentar sua auto-estima e para satisfazer a sua
necessidade
de ser amado.
Mas na Bíblia, no entanto, Jesus Cristo é o Cordeiro de
Deus
crucificado no lugar dos pecadores.
O amor de Deus realmente acaba com a busca incessante da
auto-estima.
Ele produz, em vez disso, uma grande e grata estima pelo
Filho de Deus,
o Cordeiro digno de louvor, o
qual nos amou e deu a Sua vida por
nós.
O amor de Deus não atende às nossas luxúrias de ser
amado
como nós somos.
Ele acaba com esse desejo enganador a fim de nos amar apesar de
quem realmente somos
e para nos ensinar a amar a Deus e ao próximo (1 João
4:7-5:3).
Quando uma pessoa pecaminosa procura por um psicólogo
secular
ou um conselheiro cristão a
fim de satisfazer suas necessidades
ou para alcançar felicidade, auto-estima
e satisfação,
ele vai inevitavelmente sair desse aconselhamento se sentindo
vazio.
Jesus disse que temos que morrer para nós mesmos e nascer de
novo.
Quando nos aproximamos dEle, devemos ter a intenção de
colocar de lado
a velha natureza, não
só consertá-la, e de nos vestir da nova
natureza,
a natureza que vive para Cristo e que procura servir a Ele
e
a outras pessoas por amor ao que Ele
fez.
Conselhereiros verdadeiramente bíblicos procuram ajudar os seus
clientes
a fazer justamente isso.
Eles seguem a Bíblia e visualizam o
aconselhamento
como uma atividade pastoral
cujo objetivo não é a auto-estima,
mas a santificação, quer dizer, crescimento em piedade
e
em viver à semelhança de Cristo.
Obs: "Psicologia e não Bíblia, Bíblia e não
Psicologia"
Precisamos saber separar as coisas.
Autor : Juliano Mendonça









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